Estado Laico. Mas nem tanto.
Variedades sobre cultura e sociedade, leis, história e atualidades, educação e entretenimento.
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domingo, 17 de abril de 2016
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Oportunidade e Capacidade
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Denúncia do JN contra médicos
Segundo o Jornal Nacional, edição de 11 de janeiro de 2016, médicos do sistema público no Rio de Janeiro estariam participando de um esquema relacionado às escalas.
Médicos cujos nomes constavam no plantão de 24 ou 12 horas, sequer pisavam no local de trabalho.
Também havia casos de escala duplicada, isto é, o mesmo médico escalado em dois plantões simultâneos.
Um médico denunciante informou, na reportagem, que o valor desses plantões variava entre R$ 1.500,00 e R$ 2.500,00.
Imagino um desses médicos praguejando contra ladrão de rua, por exemplo. Talvez pelo fato de o ladrão de rua não ter estudado tanto para aprender a roubar de forma tão sofisticada.
domingo, 10 de janeiro de 2016
Os Números Bons do Brasil
O índice Gini - criado por Corrado Gini - diminuiu de 0,570 para 0,517. Esse índice mede a concentração de renda dentro de um grupo. O número 1 significa que somente uma pessoa fica com toda a renda do grupo, sendo o valor zero a situação em que todos têm a mesma renda.
Na prática, isso significa que a renda está melhor distribuída. Portanto, deveria haver mais pessoas com um parte maior da renda, daí, mais possibilidade de consumo, o que deveria gerar mais necessidade de produção, o que deveria resultar em mais empregos.
Mas, nem tudo funciona como esperado.
A corrupção deixou de ser invisível e tornou-se aparente.
A seca esticou-se e espalhou-se por partes do país onde não era de costume.
O preço do petróleo caiu, caiu de novo... e depois mais uma vez.
Os preços subiram de forma generalizada mais alto do que esperávamos.
A indústria encolheu.
O mercado de veículo, antes opulento, agora vai usar o cinto de segurança.
A mídia não para de alardear um cenário catastrófico, aparentemente mais por interesses políticos do que por compromisso com a nação.
Mas, parafraseando Érico Veríssimo, as estrelas estavam no céu antes dessa crise, e quando essa crise passar as estrelas ainda vão estar lá.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Concurso do INSS 2016
- Língua Portuguesa;
- Raciocínio Lógico;
- Noções de Informática;
- Direito Constitucional;
- Direito Administrativo;
- Legislação Previdenciária;
- Legislação da Assistência Social, Saúde do(a) Trabalhador(a) e da Pessoa com Deficiência;
- Serviço Social.
- Ética no Serviço Público;
- Regime Jurídico Único;
- Noções de Direito Constitucional;
- Noções de Direito Administrativo;
- Língua Portuguesa;
- Raciocínio Lógico;
- Noções de Informática;
- Seguridade Social.
b) obtiver nota inferior a 21,00 pontos na prova objetiva de Conhecimentos Específicos P2;
c) obtiver nota inferior a 36,00 pontos no conjunto das provas objetivas.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Brazil's fall: e feliz ano novo!
Bom, fui ler os comentários e achei o seguinte:
"
A frase final é impagável. "O problema do Brasil é o povo brasileiro". Taí então a solução genial deste simpático senhor: vamos retirar todo o povo brasileiro daqui e trazer pra cá outro povo, quem sabe o britânico. Aí, na falta de uma áfrica e de uma Índia para espoliar, talvez se possa encontrar um outro lugar de onde se roubar ouro, por exemplo, e tornar-se uma grande potência.
sábado, 5 de dezembro de 2015
O Gato de Botas - Um Gangster Peludo
Tudo começa quando o gato descobre que seu dono, falido, sem ter o que comer, cogita em comer o próprio gato. Logo o gato bola um mirabolante plano e de imediato o põe em ação.
"Dê-me um saco e me calce um par de botas", disse o gato ao seu dono, prometendo resolver todos os seus problemas.
Como se trata de um conto, os animais são personificados e por tanto mostram sentimentos e comportamentos humanos. A primeira atitude do gato foi coletar algumas ervas muito atraentes para coelhos. Depois, foi para um local onde os coelhos costumavam frequentar e deixou o saco semiaberto para que o cheiro das ervas atraísse os coelhos. Ficou perto do saco fingindo-se de morto. Uma jovem e inexperiente coelha, acreditando que o gato estivesse morto, entrou no saco para comer as irresistíveis ervas. Assim que a coelha entrou, o gato saltou sobre ela e a matou.
O Gato de Botas, então, levou a coelha como presente de seu amo, um tal de "Marquês de Carabas", para o rei. Claro que nunca existiu até aquele momento um tal senhor, muito menos o presente havia sido mandado de fato para o rei. Tratava-se de pura falácia e bajulação com um fim bem determinado pelo gato.
Depois de alguns dias sendo bajulado, o rei já sentia alguma estima pelo gato e pelo seu senhor, o tal "Marquês de Carabas", inventado pelo gato. Avisou então o rei ao gato que iria passear pela margem do rio do reino na manhã seguinte. Era a oportunidade que o Gato de Botas precisava para dar sua cartada final.
"Você precisa entrar no rio e fazer exatamente o que eu disser", avisou ao seu dono. No dia seguinte, o gato e seu dono foram para o rio e fizeram como combinado. Quando o rei se aproximou, o gato começou a gritar "socorro! socorro! o senhor marquês de Carabas está se afogando!". O rei reconheceu o gato na hora e recordou o senhor que tantos presentes de caça o enviou. Ordenou então aos seus guardas para que o salvassem. "Os ladrões levaram as roupas do senhor Marquês de Carabas", disse ao rei o gato. O rei mandou que lhe fossem dadas roupas adequadas. Generoso e grato pelos supostos presentes, o rei convidou o dono do gato para subir na carruagem e seguir com eles em passeio pelo reino.
O Gato de Botas corre a frente da carruagem e comete mais uma maldade: "se vocês não disserem que essas terras são do senhor Marquês de Carabas, vocês serão todos mortos!", ameaça ele os pobres camponeses que lavravam a terra.
De propriedade em propriedade, o rei perguntava de quem eram aquelas terras e seus camponeses diziam: "pertence ao senhor Marquês de Carabas", obviamente e justificadamente com medo da ameaça do gato.
Mas, o pior ainda estava por vir.
Você sabia que muitas coisas ruins já aconteceram a muita gente por causa da vaidade. A vaidade conduz a muitos perigos. Por vaidade, muitas pessoas perderam tudo o que tinham: família, amizade, dinheiro, saúde, e até a vida.
Um ogro que vivia no reino, e que era muito rico (ele era o verdadeiro dono das terras que o gato fez crer ao rei serem do "marquês de Carabas"), sofria de vaidade. O gato sabia disso e resolveu apostar suas últimas fichas na vaidade do ogro. Primeiro diz ao ogro que não poderia passar pelo seu castelo sem cumprimentar-lhe e prestar-lhe honras, pois ouvira falar que o mesmo tinha grandes e admiráveis poderes.
"Dizem que você pode se transformar em qualquer animal, um leão, um elefante!", interpela o gato. "É verdade!", confirma o ogro. E para provar que era verdade, ele se transformou em um leão, bem diante dos olhos do gato. O gato se mostra assustado, mas é claro que era puro fingimento.
"Dizem ainda, que você só não pode se transformar mesmo em pequenos animais, por exemplo, um rato ou um camundongo para você é impossível", diz o gato com um tom desinteressado. O ogro então, tomado pela vaidade, retruca: "impossível?! pois vou te mostrar!".
Assim que o ogro tomou a forma de um camundongo, o gato atirou-se sobre ele e o matou.
Depois o gato se dirige para a porta do castelo e recepciona o rei dizendo: "bem-vindo ao castelo do senhor Marquês de Carabas!".
O rei, acreditando em todas essas mentiras, dá a mão de sua filha ao dono do gato.
O Gato de Botas se torna um reconhecido senhor no reino e passa a caçar e matar coelhos apenas por diversão.
Esse conto vem sendo lido e representado em filmes, peças teatrais, etc, de geração a geração, mostrando o gato como alguém genial, obrigando-nos a reconhecer que os perversos, quando atingem o sucesso, são tratados como heróis.